Para onde você está indo?

por Wesley W. Cavalheiro*

Uma das perguntas que me faço constantemente é “qual direção eu quero que a minha vida tome?”, ou seja, “para onde quero ir?”. Particularmente estou muito mais preocupado com a direção da minha vida do que simplesmente focar em metas. Às vezes, vejo pessoas tão focadas em metas que, após terem realizado seus planos, encontram dificuldade para continuar. Encontram a alegria da produtividade na realização e, em sequência, experimentam a insatisfação do vazio. Metas deveriam ser simplesmente pontos da direção que nossas vidas seguem.

Madre Teresa, fundadora das “Missionárias da Caridade” em Calcutá, Índia, fixou a direção da sua vida ao fazer uma decisão extrema: recusar qualquer premiação e reconhecimentos a mais. Ela disse que eles tomavam tempo, desviando-a de seu verdadeiro foco – sua verdadeira direção. Pessoas realizadoras estabelecem a direção e esquecem todas as distrações. O apóstolo Paulo, missionário cristão do 1º século, disse “Porque decidi nada saber entre vós, senão a Jesus Cristo e este crucificado” (1ª carta aos Coríntios 2.22). Ele não se orientou por estabelecer metas mensuráveis… ele não disse que estava indo ganhar duas mil pessoas ou abrir quatorze novas igrejas. Não, ele determinou sua direção e se agarrou a ela.

Uma das questões fundamentais que faço a mim mesmo ao determinar a direção é “qual o rastro que eu quero deixar?” Um amigo me diz que uso a palavra errada. Ele acha que eu deveria dizer “qual legado eu quero deixar?” Talvez ele esteja certo. Entretanto, independente de qual palavra seja usada, o que importa é o que o eu quero comunicar. Se minhas palavras não fizerem sentido, mude-as e fique com a minha intenção positiva.

Imagine-se dançando. No chão da pista, há marcas. São marcas que sinalizam os passos de grandes dançarinos. Você segue estas marcas. Com treino e insistência, você se aproxima do desempenho dos exímios na arte de dançar. Ao final, as luzes se apagam. Uma caneta foi projetada na pista e, partindo de onde os seus pés estão, vai se movendo, dando continuidade às marcas que já existiam. Penso que esta cena expressa fielmente o que toda pessoa deveria desejar: querer deixar um rastro para outras pessoas seguirem. Mesmo que não se possa deixar muito, direcionemos nossas vidas de tal modo que haja algo na pista quando as luzes se apagarem.

Medite: 1) O que eu estou deixando na pista? 2) Quem é o modelo que sigo em minha vida para terminar bem? 3) Como eu diferencio entre metas e direção?

Palavras de sabedoria: “Mesmo que não se possa deixar muito, direcionemos nossas vidas de tal modo que haja algo na pista quando as luzes se apagarem.”

Sabedoria da Palavra: “Tu, porém, tens seguido, de perto, o meu ensino, procedimento, propósito, fé, longanimidade, amor, perseverança…” (Bíblia, RA, 2 Timóteo 3.10)

Viva compaixão

Wesley W. Cavalheiro é Coach Pessoal, Profissional, Executivo, e Corporativo, com Certificação Internacional pelo GCC – Global Coaching Community (Alemanha), ECA – European Coaching Association (Alemanha/ Brasil), ICI – International Association of Coaching Institutes, e Metaforum Internacional – Akademie Für Kompetenzentwicklung (Itália/Alemanha/Brasil). Contatos: <www.Lumen2You.net>

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(*) Inspirado em matéria de Fred Smith

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