Coaching e expansão

– técnicas para trazer luz sobre a rotina

por Wesley Cavalheiro

Coaching é uma palavra cada vez mais comum na mídia, especialmente na corporativa. Novos órgãos de formação surgem continuamente colocando centenas de profissionais no mercado a cada mês. Na busca por um espaço, cria-se todo o tipo de identidade/marca, em uma profusão de modalidades de coaching. Encontram-se estilos para todos os gostos. O desafio do cliente/consumidor é encontrar o apropriado ao seu perfil e ao seu desafio. Há que se procurar muito e com cuidado.

A definição de coaching da Federação Internacional de Coaching é: “Coaching é uma parceria entre o Coach (profissional treinado para entregar o processo de coaching) e o Coachee (pessoa que passará pelo processo de coaching), em um processo estimulante e criativo que os inspira a maximizar o seu potencial pessoal e profissional, na busca do alcance dos seus objetivos e metas através do desenvolvimento de novos e mais efetivos comportamentos”. Neste sentido, é possível que, mesmo não tendo formação ou atuação profissional, uma pessoa possa se utilizar de técnicas de coaching para aprimorar seu desempenho nos diferentes papéis que exerce na sociedade.

O primeiro passo é exatamente o de estar consciente dos diferentes papéis que nos cabem e suas responsabilidades: somos ao mesmo tempo subordinados, chefes, colegas, maridos, filhos, vizinhos, sócios, etc. Papéis que não só não são excludentes, mas a cada dia se sobrepõem mais e mais gerando conflitos sem fim. O modelo tradicional de administração do tempo fundamentado em prioridades já não atende apropriadamente ao ser humano urbano contemporâneo. Este modelo atende bem a sociedades estabilizadas em rotinas e pequenas mudanças. Sociedades com muitas e rápidas mudanças e com alta densidade populacional já não comportam a administração do tempo por prioridades, posto que há inúmeras ‘coisas’ com a máxima prioridade e, assim, competem entre si a nossa atenção, energia e tempo. Acabamos nos transformando em artistas de circo que equilibram pratos em varetas. Para pessoas neste contexto a solução é desenvolver a arte de administrar papéis.

A ferramenta por excelência do coaching é a arte de fazer perguntas. Um excelente coach é aquele que desenvolveu a maestria na arte de perguntar. Aliás, cabe mencionar uma curiosidade: a sabedoria milenar contida na Bíblia demonstra exaustivamente o poder das perguntas: “Onde estás?” (Gn 3.9); “Onde está Abel, teu irmão?” (Gn 4.9); “Onde estavas tu, quando eu lançava os fundamentos da terra?” (Jó 38.4); “Que queres?” “Qual o maior mandamento?” “Qual é maior?” “Qual é mais fácil?”… Estas e outras perguntas são recorrentes falas de Jesus registradas nos Evangelhos. Perguntas, mais do que descrições, eram o método recorrente do Mestre para levar luz e entendimento a seus interlocutores. O mundo contemporâneo está descobrindo e disseminando o poder das perguntas. Segundo Peter Drucker, “O líder do passado era uma pessoa que sabia dizer… o líder do futuro é uma pessoa que sabe perguntar”. Administrar bem os papéis sociais que nos cabem requer fazer as perguntas certas, no momento certo, a nós mesmos e às pessoas correlatas em cada situação. Seguem abaixo alguns exemplos genéricos, mas com aplicações amplas: contratações, avaliações, liderança, aperfeiçoamento de competências, relacionamentos, trabalhos em equipe, família, motivações e mobilizações, etc.

  • O que eu posso fazer e mais ninguém pode? Quais as perdas? Quais os ganhos? É impressão ou é realidade? Existem fatos comprovados que sustentam esta assertiva? Qual a raiz do problema? Quais os motivos emocionais? Quais as razões lógicas?
  • Onde pretende estar em um ano? Como pretende atingir esse objetivo? O que irá te habilitar para alcançar o objetivo? O que te inspira? De zero a dez, qual o seu grau de comprometimento com esse desafio? Como poderei constatar esse comprometimento?
  • Quais as competências comportamentais (por exemplo: orientação para resultados; trabalho e liderança de equipes; comunicação; orientação para o cliente; criatividade; relacionamento interpessoal; inovação; empreendedorismo; desenvolvimento de pessoas; etc.) que são necessárias para o desempenho com excelência deste papel/cargo/função? Que nota, de zero a dez, você atribui a si mesmo em cada uma destas competências? Quais ações podem ser adotadas para melhorar a avaliação?

Deve ser fácil observar que o grau de sucesso depende do grau de esclarecimento e de honestidade nas respostas. Daí ser quase que mandatório a participação de um Coach quando a abordagem for sobre a própria pessoa.

Precisa de apoio neste processo? Quer sanar alguma dúvida? Contate um Coach!

Viva compaixão

Wesley W. Cavalheiro é Coach Pessoal, Profissional, Executivo, e Corporativo, com Certificação Internacional e Treinador Comportamental formado pelo Instituto de Formação de Treinadores (https://lumen4you.net/agenda/ift/). Contatos: <www.Lumen4You.net/contato>

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s