Mojo – Identidade

Mojo, segundo Marshall Goldsmith, “é o espírito positivo, a partir do que estamos fazendo agora, que começa de dentro e irradia para o exterior”. É o momento quando fazemos algo que é pleno de propósito, poderoso e positivo e o resto do mundo reconhece isto. O mojo está no máximo quando estamos vivenciando plenamente tanto o significado quanto o prazer no que estamos fazendo e comunicando esta experiência ao mundo ao nosso redor.

O Mojo depende da combinação de quatro fatores: identidade, resultado, reputação e contentamento.

O primeiro e crítico é a identidade. Quem pensamos que nós somos? Como definimos a nós mesmos?

Atualmente eu me defino como alguém que “inspira e apoia pessoas e organizações para desfrutarem em plenitude seu máximo potencial”. Nem sempre foi assim. Aos quatorze anos eu era um adolescente que queria independência. Aos vinte e um anos, alguém idealista, que acreditava que bastavam honestidade, boa vontade, e esforço para que o sucesso ocorresse. Aos quarenta e dois anos alguém com uma rica bagagem de vida pessoal e profissional a ser compartilhada. E você, quem você é? O que você pensa a respeito de si mesm@?

Não há uma resposta correta ou padrão a esta pergunta. Identidade é um assunto complicado e o tornamos mais complicado ainda quando temos dúvidas em como encontrar a melhor resposta.

Muitas pessoas escavam o passado em busca de sinais, eventos, acontecimentos memoráveis, desastres traumáticos, etc., a fim de definirem a si mesmas. Algumas se baseiam no testemunho de outras pessoas – um chefe, um professor, pessoas próximas – como meio de definirem a si mesmas. Outras projetam a si mesmas no futuro, definindo-se como alguém que elas gostariam de ser ao invés do que elas realmente são.

Na verdade, nossa identidade é determinada por duas forças que se completam e simultaneamente competem entre si: o tempo e a imagem.

Uma das forças representa a ação combinada do nosso passado com o nosso futuro. Algumas pessoas se fixam em seu passado, mas se quiserem fazer mudanças positivas em suas vidas, também necessitarão um senso de um “eu” futuro. Não temos que ser hoje quem éramos no passado, mas também quem desejamos nos tornar. Esta mistura entre passado e futuro pode se tornar um “cabo de guerra” e gera tensões na medida em que saímos do conforto do nosso “eu” passado e vivenciamos uma promessa possível de um “eu” futuro.

A outra força segue a tensão entre a imagem que os outros têm de nós e a nossa autoimagem. É a resultante da diferença do peso que nós atribuímos ao que os outros dizem a nosso respeito e o que nós dizemos a nós mesmos.

Cada um dos quatro quadrantes resultantes desta matriz representa uma das quatro diferentes fontes da nossa identidade. A combinação destas quatro fontes influencia nosso Mojo.

A Identidade Lembrada

Como sabemos quem somos? Pela lembrança de eventos de nossa vida que ajudaram a formar nosso senso de eu. Algumas destas lembranças até gostaríamos de apagar de nossas memórias, mas o fato é que este eventos deixaram um impacto em nós e, ao descrevermos um perfil honesto de nós mesmos, eles devem ser inevitavelmente mencionados.

O risco é que quanto mais nos direcionamos ao passado, maiores são as chances de que a Identidade Lembrada não se iguale ao que somos hoje. O mundo está cheio de pessoas que se congelaram em sua adolescência…

Por outro lado, as pessoas de sucesso (seja qual for a definição que se dê a sucesso) possuem um robusto senso de autoestima, buscam garimpar de seu passado brilhantes diamantes, e não pelos pedaços de carvão.

A Identidade Refletida

É a área onde o passado e a opinião dos outros se encontram. Outras pessoas se lembram de eventos do nosso passado e nos lembram destes eventos, algumas vezes de forma constante, reforçando a imagem de um pobre progresso. Às vezes é o cônjuge, ou um colega, ou um chefe…

Em um ambiente onde há a tendência de nos tornarmos o que outras pessoas dizemos que somos, o tipo errado de feedback pode ser extremamente limitante e pernicioso.

Há um valor em prestar atenção à Identidade Refletida, mas um ceticismo saudável é bem vindo. Na pior das hipóteses a Identidade Refletida pode ser baseada em pouco mais do que boato, fofoca, ou juízo de valor idiossincrático. Ela pode fortalecer nossa reputação ou pode manchá-la. De qualquer maneira, não é necessariamente um reflexo verdadeiro de quem sejamos. Mesmo que a nossa Identidade Refletida seja precisa, ela não tem que ser uma previsão. Todos nós podemos mudar!

Identidade Programada

É o resultado do que os outros pensam sobre o que nós ou sobre o que nos tornaremos no futuro.

Quando somos pequenos nossos pais, em geral, nos dizem coisas tais como “que somos a criança mais esperta da do grupo” ou “que somos uns patetas”. Somos programados a acreditar nestas coisas, o que de fato ocorre até que comecemos a entender a dinâmica da identidade. Aí então começamos a perceber que “não somos sempre aquele espert@” ou “que não temos que ser uma pateta”.

Nem sempre a identidade programada é negativa. Há casos em que produzem efeitos muito positivos. Por exemplo, os Fuzileiros Navais excedem em forjar a identidade de seus recrutas – e o fazem no tempo relativamente curto de alguns meses. Eles são conduzidos a crerem que não são simplesmente soldados, mas membros de uma unidade, de algo que é bem maior do que eles próprios. Sentem-se honrados, privilegiados, e pessoas únicas por isso.

A Identidade Programada pode ter várias fontes. Pode ser influenciada pela profissão; ou pela cultura na qual crescemos; ou pela empresa para a qual trabalhamos; ou pelas pessoas nas quais confiamos como amigos. Cada um destes pode nos fazer moldar uma opinião sobre nós mesmos. Algumas mais fortes do que possamos imaginar.

Identidade Criada

O quadrante superior direito, onde o futuro se encontra com o ‘eu’, é a nossa identidade criada. Esta é a identidade que nós decidimos criar para nós mesmos. É a parte da nossa identidade que não é controlada pelo nosso passado ou por outras pessoas. As pessoas de sucesso são pessoas que criaram suas próprias identidades e se tornaram as pessoas que elas escolheram ser – sem serem escravas do passado ou de outras pessoas. Este conceito é o coração do Mojo.

Se nós mudarmos nosso comportamento e mudarmos a maneira como definimos a nós mesmos, nós podemos ser ambos diferentes e autênticos ao mesmo tempo.

Não sou ingênuo. Eu não acredito que possamos nos tornar qualquer coisa que quisermos somente porque simplesmente escolhemos. Todos têm limitações físicas, ambientais, ou mentais reais que nunca poderão ser superadas. Nós não podemos jogar fora limitações reais com “pensamento positivo”. Por outro lado, fico encantado na medida em que posso ver mudanças quando pessoas não se limitam artificialmente a si mesmas. Tenho visto pessoas efetuarem relevantes e positivas mudanças, tanto no jeito com que tratam as outras pessoas quanto na maneira como veem a si mesmas.

Nossa Identidade Criada nos permite nos tornar pessoas diferentes. Nós podemos mudar para enfrentarmos tempos de mudança. Nós temos que mudar se quisermos alcançar metas mais altas.

Quando falamos para nós mesmos que não podemos vender, ou que somos horríveis falando em público, ou que não escutamos bem, sempre encontramos um meio de cumprir nossa profecia. Nós, literalmente, sabotamos a nós mesmos para o fracasso.

Em resumo, nossa identidade é lembrada, refletida, programada e criada. Então, como podemos saber quem nós somos? Existe uma simples sugestão de três passos:

(1)  Reveja as várias componentes de sua identidade atual. De onde elas se originaram?

(2)  Reveja a matriz no contexto de como você vê a si mesmo hoje – e como você gostaria de se tornar no futuro.

(3)  Se sua identidade atual estiver boa para você, tão somente trabalhe em tornar cada vez melhor quem você é. Se quiser fazer alguma mudança em sua identidade, seja aberto ao fato que você pode ser capaz de mudar mais do que você pensa que pode. Desde que você não tenha limitações incuráveis ou imutáveis, você pode criar uma nova identidade para o futuro, sem sacrificar seu passado.

Para entender como nos relacionamos com qualquer atividade, precisamos entender nossa identidade – quem somos ou o que pensamos que somos. Para mudar nosso Mojo, precisamos ou criar uma nova identidade para nós mesmos ou redescobrir uma identidade que tenhamos perdido.

Precisa de apoio para avaliar, criar, ou recuperar sua identidade? Teremos prazer em apoia-l@. Contate-nos!

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