Mojo – Resultado

por Wesley Cavalheiro

O que você fez ultimamente? Existem dois padrões de resposta. Um é listar o que faz com que outras pessoas nos percebam. Outro é listar o que nos o que faz com que nos percebamos a nós mesmos. Ambos são legítimos à sua maneira.

No “melhor dos mundos”, as duas listas deveriam coincidir. O que impressiona as pessoas deveria também manifestar uma relevância para nós mesmos. Mas nem sempre é assim. Algumas vezes desenvolvemos um excelente trabalho, as pessoas elegiam, mas o que fizemos não faz com que melhore o que sentimos a nosso próprio respeito. Outras vezes, fazemos coisas que nos fazem sentir ‘realizados’, mas não são relevantes para as pessoas. Seja como for, os exemplos do “que fizemos ultimamente” estão todos ao nosso redor. Líderes, vendedores, investidores, atletas profissionais, jornalistas realizam atividades que são notórias e relevantes ao mundo. Pessoas envolvidas em trabalhos voluntários ou assistenciais, professores, policiais desenvolvem atividades para servir aos outros e isto é o que lhes trás propósito e significado e, portanto, constituem a causa do porque se sentirem bem com elas.

Para algumas pessoas, significado e prazer giram em torno de segurança financeira. Para outros, estão em ajudar aos outros. Em qualquer dos casos, se as pessoas buscam suas metas com clareza de propósito, sabem o que exatamente querem e não estão dissimulando, elas então terão o Mojo que precisam.

A desconexão entre a definição deles e a nossa definição de resultado

Uma crise de Mojo pode ocorrer quando há uma desconexão entre os dois critérios de medida do resultado: o que os outros sentem a respeito do que fazemos não está em sintonia com o que nós mesmos sentimos acerca das ações.

Sei da história de um gerente de marketing de uma empresa cujo trabalho é interessante e desafiador. Ele tem contato com toda a sorte de pessoas relacionadas à mídia, sejam de jornais, revistas, televisão, ou internet. O resultado de seus trabalhos são muito bons e todos, tanto dentro da empresa quanto de fora da empresa, estão satisfeitos. Porém ele mesmo não está satisfeito. Ele escreve muito bem, Desde a época da faculdade ele seus textos se destacavam e o que mais o deixaria realizado seria ser um escritor de romances ‘de tempo integral’. Ocorre que é o prestígio e o trabalho que pagam suas contas e o padrão de vida de sua família. Há um conflito de referências para o ‘resultado’.

Há outra situação que envolve uma assistente social. Ela optou pela profissão por considerar a atividade relevante. Ocorre que, passados alguns anos, quando se encontra com seus amigos e colegas de colégio, ela percebe que todos seguiram rumos diferentes e, a grande maioria fala sobre viagens, casas novas, roupas e outras coisas que ela sequer pode sonhar. Na medida em que o tempo passa ela vai ficando mais e mais frustrada pelo “não reconhecimento justo” da sociedade para com o seu trabalho.

Eu @ convido a pensar em sua própria definição de “resultado”. O que importa para você? O que importa para o mundo (pessoas) à sua volta? Seja honest@ consigo mesmo. Olhe-se no espelho. Faça as pazes com as suas reais motivações. Busque não seguir a vida desiludindo a si mesm@ fazendo de conta que com o que o mundo se importa é o mesmo que importa para você, ou vice versa, se o mundo não se importa, não importa para você também.

Estamos brincando conosco mesmos?

É o que parece quando ouço respostas à “O que você tem feito ultimamente?”. Parece que algumas pessoas estão brincando com a vida – fazendo a si mesmas de uma peça de jogo. Sou capaz de catalogar um compêndio de desilusões.

Encontro, em geral dois erros muito comuns. O primeiro é o de superestimar a contribuição para um evento bem sucedido, creditando a si mesmas um resultado que não é total ou exatamente delas, ou ainda dando mais importância aos fatos do que eles realmente têm. Tende-se a superestimar os próprios sentimentos. O segundo é o inverso, subestimar o que se faz porque a atividade não deixa a pessoa debaixo dos holofotes de seu meio social. Tende-se a subestimar o valor do trabalho anônimo, aquele que “qualquer um” poderia fazer.

Quer medir seu grau de honestidade consigo mesm@. Faça o seguinte teste a cada resultado que você conseguiu no último ano:

  • Foi este mesmo o resultado ou eu estou filtrando através de um conceito ou crença pessoal e inflexível?
  • Estou exagerando ao considerar o meu papel neste resultado?
  • Estou diminuindo a participação e a contribuição de outras pessoas?
  • Estou indo muito atrás no tempo, assim os resultados não são tão relevantes, mas tão somente velhos?
  • Estou dando muito peso aos eventos recentes simplesmente porque eu me lembro deles mais vividamente do que de eventos mais antigos?
  • Acho que o evento não foi relevante porque ninguém demonstra que valorizou ou dá importância?

Esclarecendo nosso entendimento sobre resultados – os significados e padrões para nós e para u mundo – teremos condições de aumentar o nosso Mojo. Poderemos olhar para nós mesmos de modo mais objetivo e determinar o que realmente importa para as nossas vidas. Poderemos nos empenhar por resultados que realmente importam para nós e “deixar ir” resultados que não geram prazer e significado em nossas vidas. Se queremos fazer crescer nosso Mojo, nós podemos tanto mudar o grau do resultado (o quão bem estamos desempenho a tarefa) quanto mudar a nossa definição de resultado (o que nós estamos chamando de “fazer bem”).

Precisa de apoio para avaliar seus resultados ao a si mesm@? Teremos prazer em apoia-l@. Contate-nos!

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