Mojo – Reputação (1)

por Wesley Cavalheiro

O que as pessoas pensam que você é?

A reputação é o terceiro elemento para o estabelecimento do Mojo (“o espírito positivo, a partir do que estamos fazendo agora, que começa de dentro e irradia para o exterior”). É onde ocorre a conjunção do que somos (identidade) com o que fazemos (resultado). Essa combinação é exposta ao mundo e a maneira como este responde expressa a nossa reputação.

A reputação é o reconhecimento das pessoas – ou a rejeição – da nossa identidade e do resultado das nossas ações. Algumas vezes até podemos concordar com a opinião geral a nosso respeito. Outras vezes não. Mas muitas até pode acontecer de nem nos dar conta dela.

Nós não podemos criar a nossa própria reputação, mas podemos influenciá-la e é este ato de influenciar que afeta o nosso Mojo.

É consensualmente aceito que caráter é diferente de reputação. O caráter é definido pelo que “nós realmente somos” e a reputação como “o que as outras pessoas pensam que somos”. Em situações onde os parâmetros de avaliação das pessoas são diferentes dos nossos, há a tendência de se achar que os critérios das pessoas são errados ou injustos (o que pode ser um perigo pois em alguns casos a visão das outras pessoas pode ser mais precisa do que a nossa própria visão a respeito de nós mesmos).

Em geral, nós mesmos não sabemos qual é a nossa reputação. Temos clareza sobre o que pensamos a respeito das outras pessoas, mas nem sempre temos clareza do que as outras pessoas pensam a nosso respeito. Uma vez estando no escuro a respeito do que as outras pessoas pensam sobre nós, não temos oportunidade de corrigir mal entendidos ou mesmo de corrigir caminhos. Esta é uma razão pela qual a reputação normalmente é deixada de lado na avaliação do Mojo, do poder pessoal: não há informação suficiente para se fazer muita coisa a seu respeito. Daí, ignora-se.

As evidências a respeito da afirmativa acima pode ser vista claramente em processos de coaching de executivos que querem desenvolver um tipo de comportamento. Ao se aplicar uma avaliação chamada de “Avaliação 360º”, onde pessoas de diferentes níveis de relacionamento opinam sobre o cliente, muitas surpresas aparecem. Assim, se profissionais muito bem sucedidos estão um tanto o quanto no escuto quanto à sua reputação, não é surpresa que o resto de nós possa estar mais sem noção ainda.

Uma pergunta rápida: quando foi a última vez em que você parou e pensou acerca da sua reputação? A menos que você seja uma celebridade, político, ou outro tipo de figura pública – pessoas cuja reputação está sendo constantemente acessadas pela mídia – as chances de que você tenha pesquisado por sua reputação são mínimas. Exceções aos que trabalham em empresas que possuem processos de avaliação de pessoal.

Não é que as pessoas não se importem com a reputação. Importam-se! E muito! Ocorre que se confunde a necessidade de se considerar a si mesmo como uma pessoa ‘especial’ (“@ cara”) com a necessidade de ser considerado efetiv@ pelo mundo. As duas coisas não são o mesmo e uma, geralmente, ofusca e oprime a outra.

Um dos impulsos mais perniciosos das pessoas de sucesso é a necessidade opressora de provar o quão ‘especiais’ são. Investe-se tanta energia na autopromoção que se deixa de lado o ouvir o que as pessoas têm a dizer sobre elas. Pensam que são boas o suficiente para mudar unilateralmente os relacionamentos e continuarem a ser bem sucedidos. Nem todas as pessoas se comportam deste jeito. Há aquel@s que sacrificam a ‘coceira’ de ser ‘@ cara’ pelo desejo superior de ser efetiv@, ao dedicar tempo às pessoas, buscar seu melhor, ou simplesmente apontando caminhos para soluções.

Para saber em qual dos grupos você se encontra – se é ‘especial’ ou ‘efetiv@’ – considere a seguinte situação hipotética, chamada de “Pílula do Cérebro”: você recebeu uma oferta de uma pílula especial, a Pílula do Cérebro. Se você ingerir a pílula, você ficará 10% mais inteligente do que é, sendo mais apto á leitura, compreensão, lógica e pensamento crítico. Entretanto, todas as outras pessoas que você conhece – todas as futuras que virá a conhecer – terão a impressão de que você se tornou 20% menos inteligente. Em outras palavras, você irá se tornar imediatamente mais ‘especial’, mas o resto do mundo irá ter a percepção de um abobalhad@, e não haverá jeito de reverter a situação. Você tomaria a pílula?

Sua resposta fala muito acerca de como você valoriza a sua reputação. Muitas pessoas tomariam a pílula, felizes por haverem adicionado poder à mente, pouco ou nada se importando para a opinião diminuída do mundo. Outras pessoas não tomariam. Estas pensam que, na verdade, o resultado real foi que ficou estabelecido um degrau de 30% entre o que elas pensam a respeito de si mesmas e a média do que os outros pensam sobre ela. Trata-se de uma grande diferença. Acima de tudo, do que adianta acreditar que você é “@ cara”, mas sendo menos poderos@ para impactar um mundo que acha que você não é essa coisa toda.

Embora a pergunta seja hipotética, existem circunstâncias reais em nossa vida que se assemelham em muito a ela. Por exemplo, uma pessoa é gerente de produção em uma empresa. É a típica função que se depara com problemas constantemente. O que é preferível, soluções brilhantes e que a maioria rejeita, ou soluções não tão brilhantes mas que sejam aceitas pela maioria? Algumas pessoas iriam escolher seus talentos ou princípios. Outras escolheriam ser mais efetivas. Não há resposta certa.

Ser ‘@ cara’ ou ser efetiv@? Quando se tem que escolher entre uma coisa ou outra e a reputação está em questão, escolher por ser efetivo pode consolidar ser ‘especial’. Quando se deparar com este tipo de situação, pergunte a si mesm@: “Esta escolha contribui ou prejudica minha reputação em longo prazo?”. Pensar na resposta nos leva a um posicionamento diferente nos momentos críticos. A experiência mostra que escolher ser efetiv@ compensa pela reputação, pelo resultado e pelo Mojo.

Precisa de apoio para lidar com a sua reputação? Teremos prazer em apoia-l@. Contate-nos!

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