Listas

listaspor Wesley W. Cavalheiro

Listas são acessórios permanentes dos seres humanos. Lista de afazeres diários; lista de conferencia de processos; lista de médicos e exames a marcar; lista de sonhos; lista de compras; enfim, fazemos listas para todo tipo de atividade. Até podem não estar escritas em papel, mas estão em nossas mentes, alojadas, reluzentes como painéis luminosos, lembrando-nos das nossas necessidades, das nossas faltas, das nossas dívidas, das nossas lacunas com os outros e, especialmente, conosco mesmos.

Há alguns dias revi o filme “Antes de Partir[1] (The Bucket List, 2007), estrelado por Jack Nickolson (Edward Cole) e Morgan Freeman (Carter Chambers). Ambos – um rico, o outro pobre – estão desenganados e com a morte à espreita. Conhecem-se em um hospital. O pobre faz uma lista simples de coisas para fazer antes de “bater as botas”, alguns, inclusive, que não necessitam de recursos financeiros para serem feitos: ajudar um completo estranho por bondade, vislumbrar uma coisa grandiosa, rir até chorar; dirigir um mustang, etc. O rico acrescenta à lista itens mais ousados: beijar a mais linda garota do mundo, paraquedismo; tatuagem, etc.

Fica evidente que não é a falta de dinheiro que impede a ambos, tanto o pobre quanto o rico, de fazer o que querem e gostam, de realizarem sonhos, mas suas emoções negativas, sendo o filme uma metáfora de cada um de nós. Os grandes obstáculos aos nossos ideais não são externos, mas estão dentro de nós.

A mensagem não é expressa pelos diálogos ou pela história em si. A grande mensagem é composta pela evidência de duas vidas se transformarem ao permitirem que suas mentes e corações sejam tocados pelo zelo e bem querer de outro ser humano.

As personagens Carter e Edward encontram a solução no companheirismo mútuo: o outro é forte e ousado no que eu não tenho forças; o outro me desafia, me consola, me exorta, me levanta e me apoia. Aí o filme proporciona outra evidência: o outro só pode ser o que eu não sou na medida em que eu assim permito ao assumir minhas fraquezas, as compartilhe e dê espaço. A mensagem é que um ser humano, quando dá a si mesmo a oportunidade de enfrentar o seu lado mais sombrio, é capaz de ‘experienciar’ vivencias extraordinárias, cheias de significado, para si mesmo e para aqueles que o cercam.

Entretanto, a maior das evidências que o filme revela é que é neste companheirismo que Deus se manifesta e que o milagre acontece. Sobretudo, mais do que conquistar realizações, o processo de conquista nos leva à transformação de quem somos ao nos libertar de nós mesmos.

Marianne Williamson [2], uma escritora estadunidense, foi muito feliz ao efetuar a seguinte citação, indo direto ao ponto:

Nosso maior medo não é o de sermos incapazes.
Nosso maior medo é descobrir que somos muito mais poderosos do que pensamos.
É nossa luz e não nossas trevas, aquilo que mais nos assusta.
Vivemos nos perguntando: quem sou eu, que me julgo tão insignificante, para aceitar o desafio de ser brilhante, sedutora, talentosa, fabulosa?
Na verdade, por que não?
Procurar ser medíocre não vai ajudar em nada o mundo ou os nossos filhos.
Não existe nenhum mérito em diminuir nossos talentos, apenas para que os outros não se sintam inseguros ao nosso lado.
Nascemos para manifestar a glória de Deus – que está em todos, e não apenas em alguns eleitos. Quando tentamos mostrar esta glória, inconscientemente damos permissão para que nossos amigos possam também manifestá-la.
Quanto mais livres formos, mais livres tornamos aqueles que nos cercam.

Não raro deixamos o tempo passar no desejo de que as coisas mudem por si mesmas ou que alguma interferência sobrenatural mude nossas circunstâncias. “O tempo é um mestre que mata seus discípulos”, me ensinou um mestre. O milagre que esperamos em nossa carreira, profissão, atividade, família, relacionamentos, está dentro de nós, aguardando para ser destrancado.

O ato de colocar os itens de uma lista em um papel (ou em meio digital) possui certo encantamento. Quando escrevemos:

  • pensamos e refletimos.
  • formalizamos um compromisso conosco mesmos. Ao escrever e visualizar o objeto do que escrevemos, processos neurais são disparados de forma que nossas ações, especialmente as involuntárias, convergem para a realização do que focamos.
  • formalizamos um compromisso com Deus – o Criador e Mantenedor do Universo.
  • registramos para consulta posterior.
  • possibilitamos uma ampliação do ato de compartilhar.
  • inserimos fidelidade ao ato de compartilhar.

Considere: 1) Quais as listas que você pode fazer hoje? O que fazer até o final deste ano? O que fazer nos próximos dez anos? Quais livros vou ler? Filmes que vou ver? Lugares que vou visitar? Pessoas que vou visitar? Pessoas que vou perdoar? Pessoas às quais vou pedir perdão? 2) Qual, ou quais, pessoa(s) estarão a meu lado para fazer com que estas listas se realizem? 3) Quem tem a necessidade de que eu esteja ao lado para apoiar nas suas conquistas?

Palavras de sabedoria: “Os grandes obstáculos aos nossos ideais não são externos, mas estão dentro de nós.”

Sabedoria da palavra: sois santuário de Deus e que o Espírito de Deus habita em vós?… o santuário de Deus, que sois vós, é sagrado. (Bíblia, RA, 1 Coríntios 3.16-17).

wesley-caricat1Viva comPara onde você está indo?paixão

Wesley W. Cavalheiro é Coach Pessoal, Profissional, Executivo, e Corporativo, com Certificação Internacional e Treinador Comportamental formado pelo Instituto de Formação de Treinadores (https://lumen4you.net/agenda/ift/). Contato: <www.Lumen4You.net/contato>

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