Como inspirar PAIXÃO em seu pessoal

paixãopor Wesley Cavalheiro*

A paixão é uma energia sincera que flui através das pessoas, não dentro delas. A paixão enche os corações quando permitida e inspira outros quando compartilhada.

Nestes dias, mais do que nunca, as pessoas querem fazer parte de algo que seja maior do que elas mesmas. Querem desfrutar a plenitude de um senso de espírito apaixonante nos grupos aos quais estão afiliados, sejam empresas ou qualquer outro tipo de comunidades. Daí, resta saber como as organizações podem desenvolver este entusiasmo?

Para ter uma organização apaixonante três fatores críticos são necessários:

  1. Visão clara, que proporciona a sensação de que o trabalho vale à pena.
  2. Pessoas qualificadas, treinadas e equipadas, que estejam no controle de metas em comum acordo.
  3. Uma cultura organizacional positiva estabelecida e caracterizada por um sistema de reconhecimento que encoraja todos a colaborarem uns com os outros.

Visão: para onde estamos indo?

Uma visão clara e estimuladora auxilia as pessoas a esquecerem que estão no trabalho. Este tipo de visão possui três partes componentes: propósito, visão de futuro e valores.

Propósito: de que se trata o seu negócio? Quando Walt Disney começou seu parque temático, ele tinha um propósito claro – ele estava no negócio da alegria, o que é muito mais simples e melhor do que ter uma declaração de missão seca que não inspira ninguém.

Visão de futuro: com o que o futuro irá parecer quando as coisas acontecerem de acordo com o planejado? Quando se cria uma visão de futuro para uma organização, descreve-se o que deveria estar ocorrendo se a organização estivesse vivendo seu propósito plenamente. A visão de futuro de Walt Disney era que os visitantes esbanjassem, ao sair do parque, o mesmo sorriso de quando entraram, mesmo se já tivessem passado seis, oito ou doze horas.

Valores: como se quer que as pessoas se comportem quando elas estão trabalhando de acordo com o propósito e a visão de futuro? Os valores orientam o comportamento das pessoas quando elas estão trabalhando em seu propósito e na sua visão de futuro. Poucas organizações têm valores operacionais, e as que possuem, com frequência, cometem um ou dois erros comuns. Primeiro, elas possuem valores muito numerosos – oito, dez, ou doze. Pesquisas indicam que se quiser que os valores orientem o comportamento das pessoas, não pode sobrecarregá-las com mais do que três ou quatro.

O segundo erro comum é que as organizações raramente priorizam seus valores, ainda que estes estejam em eterno conflito em suas vidas.

Se os valores são simplesmente listados e as pessoas podem retirá-los ou escolhê-los como quiserem, está instalada uma situação de conflito ético.

Os parques temáticos Disney têm quatro valores ordenados. Um grande número de pessoas ficaria surpresa em saber que o valor número um da Disney é segurança. Ainda que fosse tão simples para Walt Disney, ele sabia que se alguém fosse levado de seu parque em uma maca, ele não estaria com um sorriso igual ao de quando chegou.

O segundo valor em prioridade é cortesia – a atitude amigável que você espera em um parque Disney. Por que é importante saber que a cortesia é o valor número dois? Suponha que um dos colaboradores da Disney esteja respondendo a um visitante de um modo amistosamente cortês e um grito é ouvido não se sabe de onde. O que o colaborador deve fazer para se comportar de acordo com os valores priorizados? Ele simplesmente deve pedir licença o mais rápido e polido possível para, então, correr em direção ao grito. Por quê? Por que o valor número um – segurança – acabou de chamar.

Chegando aonde você quer ir

Uma organização chega ao seu objetivo equipando todos os seus colaboradores para agirem como proprietários da visão e da direção. Quando as pessoas se sentem como em seu próprio lugar, elas ficam apaixonadas por tornarem a visão real. Durante a fase de implementação, entretanto, algumas organizações têm problemas.

Na pirâmide hierárquica tradicional, toda a energia e paixão na organização se movem na parte superior da hierarquia na medida em que as pessoas tentam agradar e ser responsáveis para com os seus chefes. Desta forma, os clientes ficam com uma prioridade secundária. As regras burocráticas, políticas e os procedimentos passam a conduzir o dia a dia. Isto faz com que as pessoas que mantém contato com os clientes estejam sem preparo e sem compromisso. Tudo parece que funciona bem, mas os indicadores mostram resultados diferentes. Patos ficam parecidos com gansos.

Wayne Dyer, o grande guru de desenvolvimento pessoal, disse que existem dois tipos de pessoas na vida: patos e águias. Patos agem como vítimas e caminham fazendo “Quack! Quack! Quack!” Águias tomam a iniciativa e pairam acima da multidão. Como cliente, podemos identificar uma burocracia sem inspiração ao termos um problema, por isso, passamos a achá-la sem explicação. Isso acontece quando nos defrontamos com patos que “quack” –  “É a nossa política. Eu não faço as regras. Eu somente trabalho aqui. Você quer falar com o meu supervisor? … Quack! Quack! Quack!”

Uma vez que uma visão é estabelecida e as pessoas estão comprometidas com ela, a tradicional pirâmide da hierarquia inverte, de tal modo que as pessoas da linha de frente, que estão o mais próximas dos clientes, passam a ser as mais importantes. Nesta situação elas são responsivas – capazes de responder aos clientes. Neste cenário, líderes servem e são responsivos às necessidades de seu pessoal, treinando e desenvolvendo-os a pairar como águias de modo que possam atingir as metas estabelecidas e viver de acordo com a visão e a direção da organização.

Uma cultura de reconhecimento

Os passos seguintes para a progressão é o reconhecimento do desempenho das pessoas. Todo ser que respira precisa de reconhecimento.

Thad Lucinak e Chuck Thompkins, dois dos melhores treinadores do Sea World, têm trabalhado com baleias assassinas por trinta anos. Como os treinadores de baleias do Sea World obtêm um desempenho excepcional de baleias assassinas? Eles o fazem acentuando os pontos positivos e redirecionando os comportamentos impróprios. Quando uma baleia desempenha uma rotina corretamente e retorna ao ponto de referência, os treinadores lhe jogam um barril de peixe pela garganta, esfregam sua língua, abraçam ou fazem qualquer outra coisa positiva que eles possam pensar. O que eles estão dizendo às baleias é “Aí menino… aí menina… você fez o que era certo”.

E quando as baleias não agem de forma correta? Eles apenas não focam no erro. Ao contrário, eles a redirecionam de volta ao que estava planejado que fizesse ou ao que eles sabem que a baleia sabe fazer, e, então, levam novamente o animal a fazer algo certo. Se você for a um show e uma baleia volta ao ponto inicial enquanto os gestos do treinador apontam para o centro da piscina, você sabe que a baleia não fez o exercício corretamente e o treinador vai querer que ela repita o ato. Invariavelmente, a baleia volta desejando fazer direito. Por quê? Porque a baleia quer manter os peixes vindo.

Investir tempo para redirecionar a situação serve para ajustar o foco da energia e estabelecer uma oportunidade de acentuar o ponto positivo no futuro.

Quando alguém comete um erro, ao invés de focar no que ele fez de errado, um gestor eficaz dirá algo como “Na próxima vez talvez possamos fazer isto deste jeito”, colocando o foco no que quer que as pessoas façam, e não no que elas fizeram de errado. As pessoas querem saber quando estão tendo um bom desempenho. E se não estão tendo, desejam ser ajudadas a retornarem ao caminho correto.

Quando leio os Evangelhos, percebo claramente a fórmula de Jesus: uma visão, um propósito e valores que culminaram em uma paixão que mudou o mundo.

Re-energizar e inspirar colaboradores não é uma ciência estratosférica. Pode ser feito honrando as verdades humanas universais: as pessoas necessitam de uma visão na qual acreditar; elas necessitam ser treinadas, equipadas e confiadas para implementar a visão; e, por fim, necessitam ser reconhecidas e elogiadas por tornar a visão uma realidade.

Considere: 1) Quais os propósitos pelos quais você ou sua organização tem existido? 2) Como sua visão de futuro se reflete hoje e agora? 3) Quais os valores que balizam as suas ações ou as da sua organização?

Palavras de sabedoria: “as pessoas necessitam de uma visão na qual acreditar; elas necessitam ser treinadas, equipadas e confiadas para implementar a visão; e, por fim, necessitam ser reconhecidas e elogiadas por tornar a visão uma realidade”

Sabedoria da palavra: amar a Deus de todo o coração e de todo o entendimento e de toda a força, e amar ao próximo como a si mesmo excede a todos os holocaustos e sacrifícios (Bíblia, RA, Marcos 12:33)

wesley-caricat1(*) Baseado em matéria de Ken Blanchard < http://www.kenblanchard.com/ >

Viva comPara onde você está indo?paixão

Wesley W. Cavalheiro é Coach Pessoal, Profissional, Executivo, e Organizacional, com Certificação Internacional. Contatos: <www.Lumen4You.net/contato>

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